Neblina no chão da floresta


No chão nebuloso da floresta
Eu encontro uma nova festa.
Para perceber uma distinta trajetória
É preciso passar pelos caminhos desconhecidos da história.

Passeando em uma estrada apagada,
O espírito é livre para passear além da chegada.
Pensando bem em tudo isso,
Eu caminharei alegremente me firmando nisso.

No tronco velho da árvore caída
Eu me reencontro e acho a saída
Para verdadeiramente voar e não apenas viver a vida.
Observando o pássaro que reluta,
Eu percebo que é hora de achar outro rastro de cura.

Caminhando nas nuvens que tomam conta do chão
Eu percebo o grande desperdício de caminhar na união.
Aquela formiga que passeia nas nuvens que não somem
Carrega uma sabedoria complexa jamais vista pelo homem.